E optou por processo criminal a denúncia de sete pessoas pelo trágico incêndio no dormitório do Ninho do Urubu, no qual morreram dez garotos das equipes de base do Flamengo.

O MP escolheu denunciar o ex-presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello.

Embora Bandeira tenha saído em 2019, foi sob sua gestão que contêineres foram soldados e transformados em dormitório improvisado.

“Sou o único dirigente acusado de ser um homicida. Isso desagradável. Nada se compara ao sofrimento da família dos garotos, mas minha família também está sofrendo”, desabafou Bandeira de Mello.

“Não restam dúvidas, diante das provas produzidas em sede policial, que uma série de condutas imprudentes e negligentes, por ação e omissão, em tese praticadas pelos denunciados, de fato concorreram de forma eficaz para a ocorrência do incêndio, bem como das mortes e ferimentos dele decorrentes. Os denunciados deverão, assim, responder pelo crime de incêndio culposo.”

“(…)Apesar da gravidade do caso, que expôs a forma negligente com que um dos maiores clubes do país tratava seus atletas de base e afetou a imagem do futebol brasileiro diante do mundo, o Flamengo vem permanentemente procurando mitigar pagamentos de indenizações às famílias das vítimas do incêndio.

“Aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato a que o próprio clube deu causa.”

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Originalmente Publicado: 29 de Junho de 2020 às 17:39

Fonte: R7.com