BRASÍLIA - Em seu primeiro depoimento prestado desde que se tornou pivô das investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz afirmou nesta segunda-feira Polícia Federal que desconhece o suposto vazamento de informações de uma investigação que lhe atingiria no caso da “Rachadinha”, como relatado anteriormente pelo empresário Paulo Marinho.

De acordo com investigadores, em seu depoimento Queiroz negou ter conhecimento de irregularidades sobre esse assunto e disse que nunca teve informações antecipadas de investigações.

Queiroz disse PF que foi ele próprio quem pediu para ser exonerado do cargo de assessor do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, negando a suspeita de que foi demitido por Flávio após ele ter obtido informações confidenciais de que seu então assessor seria alvo de investigações em curso devido a uma movimentação bancária incompatível.

Como justificativa para seu pedido demissão, Queiroz disse PF que estava “Cansado” de trabalhar como assessor político e que iria cuidar de problemas de saúde.

Em suas declarações, Paulo Marinho havia afirmado que Flávio demitiu Queiroz no dia 15 de outubro de 2018 justamente após ter conhecimento de que o então assessor era alvo de investigações.

O depoimento de Queiroz PF, entretanto, não confirma o relato de Paulo Marinho, já que ele disse que saiu por vontade própria.

Como o objeto da investigação da PF apenas o vazamento de informações da Operação Furna da Onça, o delegado não fez questionamentos sobre o esquema de rachadinha, que foco de outra investigação, esta do Ministério Público Estadual.

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Originalmente Publicado: 29 de Junho de 2020 às 18:49

Fonte: Globo