Uma campanha de boicote ao Facebook começou nos últimos dias nos Estados Unidos para pressionar a empresa - que também dona do Instagram - a tomar medidas mais rígidas contra postagens que contenham discursos de ódio.

Gigantes como Unilever e Verizon anunciaram uma pausa temporária nos anúncios pagos - principal fonte de receita - na rede social na última sexta-feira.

Nem todas afirmam estar aderindo campanha “Stop hate for profit”, que divulgou em seu site uma lista de quase 100 empresas que, segundo os organizadores, endossaram o movimento que pede boicote em publicidades no Facebook no mês de julho.

A relação não inclui a rede de cafeterias Starbucks, que, no último domingo, também anunciou vai parar de comprar anúncios em redes sociais, mas, segundo reportagem da CNBC, não se juntaria oficialmente campanha.

Na sexta-feira, o Facebook anunciou que começaria a rotular publicações com potencial de causar dano ou desinformação.

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, também disse que vai proibir anúncios que digam que “Pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos” são uma ameaça aos demais.

Com uma perda de US$ 56 bilhões do valor de mercado do Facebook na última sexta, quando as ações caíram 8% na bolsa de Nova York, Zuckerberg viu sua fortuna diminuiu em US$ 7,2 bilhões, segundo a agência Bloomberg.

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Originalmente Publicado: 29 de Junho de 2020 às 18:40

Fonte: Globo