A ala militar, que indicou o doutor que não doutor, está envergonhada.

O único item do currículo que fica em pé o curso de Administração na Universidade Estadual do Rio, o que poderia ser suficiente para a posse no MEC. O problema inventar títulos e ser acusado de plágio, um vexame inominável para ele próprio e um constrangimento desnecessário para Bolsonaro, que, induzido ao erro, publicou nas redes sociais o currículo cheio de buracos.

Por que a Agência Brasileira de Inteligência não fez o seu trabalho de filtro? Ou displicência, ou a checagem de nomes só ideológica, ou a decisão foi tão rápida pelo presidente que não deu tempo de consultar o GSI/Abin.

O fato que Bolsonaro não dá a mínima para o ministério e para a própria Educação, fundamentais em qualquer lugar do mundo e ainda mais no Brasil, onde o problema maior, o problema-mãe, a desigualdade social.

E por que a “Pena”, ao lado de raiva e medo no primeiro parágrafo? Decotelli um professor negro, respeitado no meio acadêmico, com perfil técnico, e foi muito bem recebido depois de dois traumas sucessivos no MEC. Num momento de mobilizações nos Estados Unidos e no mundo democrático pela igualdade racial, ele seria o primeiro negro num governo que tem na Fundação Palmares Sergio Camargo, um negro que nega o racismo no Brasil.

O professor deu estranhas versões ontem ao presidente e mídia, dizendo que o plágio na tese de mestrado na FGV foi porque “Leu demais” e que sua tese de mestrado foi reprovada por ser “Muito profunda”, o que remete a uma comparação injusta, mas que acaba surgindo, com o mentiroso advogado Frederick Wassef.

O presidente anuncia que ele fica, mas, como tudo o que ruim sempre pode piorar, não convém desprezar a hipótese de um terceiro “Olavista” no nosso MEC..

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Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 03:22

Fonte: Google News