Se parece uma decisão simples e objetiva ligada aos números de casos do novo coronavírus nos países, a editora de Europa da BBC, Katya Adler, explica que, na verdade, foi um processo que dividiu opiniões entre os integrantes do bloco e misturou política e economia, além da saúde pública.

São países com um setor de turismo forte e que foram menos marcados por infecções no auge da pandemia do que países próximos, como a Espanha.

A Argentina suspendeu o tráfego aéreo com o Brasil até 17 de julho, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, com permissões apenas para repatriação e voos médicos.

O Uruguai também está com voos suspensos, com exceção da repatriação e de voos humanitários.

Mas a partir do momento em que foi declarada uma pandemia e ficou claro que as viagens internacionais tiveram um papel crucial na propagação da covid-19, mais e mais nações adotaram medidas do tipo.

Até 25 de junho, de acordo com levantamento da empresa Kayak, que oferece pesquisas de viagens online, 117 países haviam restringido completamente a entrada a não cidadãos, enquanto 64 outros países tinham, pelo menos, restrições parciais.

O Japão não permite a entrada de estrangeiros que venham de dezenas de países, entre eles o Brasil.

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Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 13:34

Fonte: BBC News