Manifestantes pró-Pequim exibem bandeiras chinesas e de Hong Kong durante uma manifestação perto da sede do governo em Hong Kong nesta terça-feira - Foto: Anthony Wallace / AFP. O presidente da China, Xi Jinping, promulgou nesta terça-feira a lei sobre segurança nacional para Hong Kong, considerada pelos críticos uma forma de silenciar a oposição e minar a autonomia na ex-colônia britânica.

O escritório chinês para Assuntos sobre Hong Kong e Macau afirmou, em um comunicado, nova lei para Hong Kong será uma “Espada” sobre a cabeça daqueles que prejudicarem a segurança nacional.

Manifestantes se reúnem nesta terça-feira em um shopping em Hong Kong para ato pró-democracia contra a lei de segurança nacional - Foto: Vincent Yu/AP. “Isto representa o fim de Hong Kong como era conhecido em todo o mundo. Com poderes ampliados e uma lei mal definida, a cidade se transformará em um #estadodepolíciasecreta”, tuitou Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia Hong Kong.

A oposição pró-democracia em Hong Kong e vários países ocidentais, como os Estados Unidos, o G7 e a União Europeia consideram que essa lei um ataque autonomia do território pode ser usada para silenciar a dissidência e enterrar a semi-autonomia e as liberdades do povo de Hong Kong.

O compromisso alcançado entre Reino Unido e China para a devolução de Hong Kong em 1997 foi o de que a ex-colônia prosseguiria com certas liberdades, assim como com autonomia legislativa e judicial, durante 50 anos, no que foi denominado “Um país, dois sistemas”.

“Lamentamos esta decisão. A lei pode afetar gravemente o elevado nível de autonomia de Hong Kong e ter um efeito prejudicial sobre a independência do Poder Judiciário e o Estado de direito”, declarou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Ainda na segunda-feira, antevendo a aprovação da lei, Washington anunciou o fim das vendas de equipamentos sensíveis de defesa a Hong Kong para evitar que sejam repassados ao exército chinês.

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Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 05:05

Fonte: Globo