São sólidas as indicações de que a taxa de desemprego de mão de obra, na economia brasileira, esteja por volta de 20% da força de trabalho.

A taxa de desemprego avançou “só” para 12,9% da força de trabalho, subindo “Apenas” 1,2 ponto percentual em relação taxa de 11,9% do trimestre dezembro a fevereiro, exatamente porque a taxa de participação, definida como a proporção de pessoas ocupadas, em relação população em idade de trabalhar, encolheu dramaticamente.

Se o nível de ocupação, que caiu 5 pontos, descendo de 54,5% para 49,5%, se mantivesse estável, o desemprego teria chegado vizinhança de 20%. O impacto do colapso econômico causado pelo choque simultâneo de oferta e demanda no mercado de trabalhado pode ser descrito como o de uma calamidade.

O nível de subutilização, ou seja, de pessoas trabalhando menos horas do que poderiam ou desejariam, saiu de 23,5% da força de trabalho no trimestre encerrado em fevereiro, para 27,5%, em maio.

Num cálculo simples, a soma de desempregados com desalentados também indicaria uma taxa de desemprego “Real” próxima de 20%. tal a força do movimento de saída do mercado de trabalho que até o segmento informal encolheu, nos primeiros três meses da pandemia.

A taxa de informalidade caiu de 40,6% da população ocupada, no trimestre dezembro-fevereiro, para 37,6%, entre março e maio, expressando a menor participação de informações no emprego desde o início da série, em 2016.

Base do impulso do consumo - que, por sua vez, a principal mola do crescimento econômico -, rendas do trabalho comprimidas pelo fechamento de vagas reforçam projeções de reação mais lenta do consumo agregado e, em consequência, do conjunto da atividade econômica nos próximos trimestres.

Este artigo foi resumido em 55%

Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 13:38

Fonte: Uol.com.br