A pandemia da Covid-19 destruiu 7,8 milhões de postos de trabalho no Brasil até o mês de maio, informou nesta terça-feira o IBGE. Isso fez com que a população ocupada tivesse caído 8,3% na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, indo para 85,9 milhões de pessoas.

Dentre os postos de trabalho perdidos, 5,8 milhões são de empregos informais, que somam os profissionais sem carteira assinada e por conta própria.

Maio foi o segundo mês completo com medidas de isolamento social impostas em todo o país como forma de conter o avanço do Covid-19, o que vem afetando a economia brasileira.

O coordenador Cimar Azeredo definiu que comportamentos relativos pandemia da Covid-19 fazem com que a taxa de desocupação não reflita necessariamente o retrato atual do mercado de trabalho no Brasil.

A população desalentada, pessoas que desistiram de procurar emprego, chegou a 5,4 milhões, um aumento de 15,3% em relação ao trimestre anterior e de 10,3% comparado a maio de 2019.

Os subutilizados - aqueles que estão empregados, mas gostariam de estar trabalhando por mais tempo - aumentou 4 pontos percentuais e alcançou 27,5%. São 30,4 milhões de brasileiros nessa situação, um acréscimo de 3,6 milhões na comparação com fevereiro.

Na semana passada, a primeira divulgação mensal da Pnad Covid-19, edição extraordinária da pesquisa do IBGE criada para medir os efeitos do novo coronavírus sobre a população e o mercado de trabalho, já havia mostrado que 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio.

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Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 09:09

Fonte: Uol.com.br