Autoridades de saúde trouxeram más notícias nos últimos dias para Brasil e Estados Unidos, países que concentram o pior cenário da pandemia de coronavírus no mundo.

Integrantes da Organização Pan-Americana de Saúde, braço regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde, disseram nesta terça-feira que o pico da epidemia no Brasil pode ser em agosto e que o país poderá ter mais de 80 mil mortes até lá. Nos Estados Unidos, o médico Anthony Fauci, considerado o mais importante especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos e um dos principais integrantes da força-tarefa criada pela Casa Branca para responder pandemia, disse nesta terça-feira que o número de casos no país pode crescer ao ponto de haver 100 mil novos por dia.

A Opas estima que, se as condições de combate ao vírus continuarem as mesmas, o Brasil só atingirá o pico da epidemia em agosto, quando poderá ter 88,3 mil mortes.

A Opas também estima que Argentina, Peru e Bolívia chegarão ao pico da epidemia em agosto.

A disparada de casos tem ocorrido especialmente em Estados que reabriram suas economias mais cedo, como Flórida e Texas, ambos no sul.

Na sexta-feira, o governador da Flórida, Ron DeSantis, impôs novas restrições, ordenando que os bares do Estado parem de servir álcool em suas instalações - embora não esteja claro como as novas medidas afetariam os restaurantes, informou o Miami Herald.

E no Texas, que também registrou um número recorde de casos nesta semana, o governador Greg Abbott disse aos bares para fechar e limitar a capacidade dos restaurantes em 50%..

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Originalmente Publicado: 30 de Junho de 2020 às 17:58

Fonte: Uol.com.br