O caso ajuda a entender por que a pandemia saiu de controle no último mês na Flórida, que o principal destino de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.

Pessoas se sentam sob o mesmo guarda-sol em Hollywood Beach, na Flórida, na quinta-feira - Foto: Lynne Sladky/AP. Um mês antes dessa explosão de casos, o governo estadual deu início a um relaxamento progressivo das medidas de isolamento social, que culminou na reabertura de praias, hotéis, bares e restaurantes no início de junho.

“Elas não acreditam que seja um vírus natural. Dizem que tudo parte de uma campanha de controle social que envolve as antenas de 5G ou que um plano da China para dominar o mundo”, afirma Marco, que diz ter pegado Covid-19 no início de março, assim como sua mulher e o filho.

Marco afirma que os brasileiros que vivem na Flórida têm sido especialmente afetados economicamente pelo coronavírus porque muitos trabalham em empresas ou têm negócios ligadas ao turismo, atividade que caiu muito desde o início da pandemia.

De acordo o Itamaraty, até 2018, de acordo com as estimativas mais recentes, aproximadamente 1,64 milhão de brasileiros moravam nos Estados Unidos, dos quais 370 mil registrados sob a jurisdição do Consulado-Geral em Miami, que abrange a Flórida, Porto Rico e Ilhas Virgens norte-americanas.

“Agora temos uma testagem ampla de pessoas assintomáticas. Quando elas voltam ao trabalho, as empresas dizem para elas fazerem o teste. E não temos mais só os grandes centros de testes. Nós expandimos para os drive-thru e os locais que pessoa pode se testar sem agendar. Temos locais de testes em lojas. São milhares e milhares de testes feitos por dia”, disse ele.

“Além disso, o número de pessoas que estão chegando às emergências, de hospitalizações, de internações nas UTIs e de pacientes intubados estão aumentando, e nada disso poderia ter sido resultado de mais testes”, diz Trepka.

Este artigo foi resumido em 82%

Originalmente Publicado: 3 de Julho de 2020 às 08:13

Fonte: Globo