Polícia flagra desmatamento e queimada em áreas com cerca de 16 hectares no interior do AC - Foto: Arquivo/PM-AC. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais detectou um aumento de 14,5% nas queimadas em julho deste ano em relação ao mesmo mês de 2019 na Amazônia, mesmo que os registros do dia 31 ainda não tenham sido contabilizados.

Além disso, esta quinta-feira teve 1.007 pontos de calor incluídos no sistema de monitoramento, dia que mais queimou em julho nos últimos 15 anos.

Tocantins, Rondônia e Roraima tiveram queda no número de queimadas neste ano, com - 18%, - 63% e -27%. Focos de queimadas por estado em julho.

“O fogo uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento, especialmente por grileiros e agricultores, que o usam para limpar áreas para uso agropecuária ou especulação. Isso mais uma prova que esse governo não tem uma política de proteção ambiental e tenta, de maneira desorganizada, passar a imagem que está tentando resolver o problema”, disse Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace.

O bioma registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série história, que começou em 2015.

O número de junho 10,6% maior do que o registrado no mesmo mês em 2019.Na comparação com maio, houve aumento de 24,31% em relação ao mesmo mês de 2019, que também havia sido recorde para o período.

“Nestas condições, não ocorre a recarga dos aquíferos que viabilizam o retorno dessa umidade estocada na bacia para a formação de nuvens. Então, se a chuva de 600 milímetros acontecesse somente em outubro e novembro, os demais meses ficam secos e a estiagem será maior”, explicou Ivan Bergier, da Embrapa.

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Originalmente Publicado: 31 de Julho de 2020 às 15:35

Fonte: Globo