Em live na última semana, o procurador-geral da República, Augusto Aras, se apoiou em bases de dados diferentes ao comparar o arquivo da Lava Jato em Curitiba com o total armazenado pelo MPF. Segundo Aras, enquanto a força-tarefa do Paraná mantém 350 terabytes armazenados, o órgão ao qual ela pertence tem 40 terabytes, medida usada para quantificar o volume de dados guardados.

A afirmação ignora ainda o estoque de informações da equipe do Rio de Janeiro da operação, que afirmou ao UOL manter 60 terabytes em seu poder, também superando o total do MPF, segundo o cálculo de Aras.

Aras diz que Lava Jato em Curitiba tem dados de 38 mil pessoas.

Sendo assim, o conjunto de dados de uma força-tarefa, ou mesmo do MPF, abrange o sistema único mais a soma de informações de provas, fotos, áudios e outros, guardados a parte.

A Lava Jato de São Paulo informou ter mais de 10 terabytes.

Ainda segundo o procurador-geral Aras, o banco de dados de Lava Jato do Paraná contém informações sobre 38 mil pessoas.

A Lava Jato paranaense, por sua vez, informou que “Falsa a suposição de que 38 mil pessoas foram escolhidas pela força-tarefa para serem investigadas, pois esse o número de pessoas físicas e jurídicas mencionadas em relatórios do Coaf ao MPF”. A força-tarefa também informou que seus “Documentos estão registrados nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal e podem ser acessados em correições ordinárias e extraordinárias”.

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Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 04:03

Fonte: Uol.com.br