A forma com que a ciência pensou, por mais de três séculos, o nado dos espermatozoides estava errada.

“O flagelo bate de uma maneira assimétrica somente para um lado, mas ele vai rotacionando gradualmente e faz com que o espermatozoide anule sua assimetria”, explicou ao G1 o brasileiro Hermes Gadêlha, professor da Universidade de Bristol e primeiro autor do estudo.

Para explicar, o matemático deu como exemplo o movimento de um pião em que ele gira ao redor de si mesmo e também ao redor de seu eixo.

“A terra tem um movimento de precessão, e isso que dá diferença do equinócio, solstício. Com o espermatozoide quase como se você tivesse dois movimentos rotatórios perfurando o fluido de uma maneira muito bonita, muito elegante porque aparentemente simétrico.”

Para enxergar como o gameta menor que a espessura da metade de um fio de cabelo se move, os pesquisadores usaram uma potente câmera capaz de tirar 55 mil fotos a cada um segundo.

“Além disso, ele muito rápido, ele nada em uma frequência entre 20 e 30 batimentos por segundo e quando for escanear, tem que ser em uma velocidade tão rápida que parece que o espermatozoide não está se movendo, ou como se estivesse em slow motion.”

“A única coisa que eu posso dizer, que isso menos de 10% do que a gente ainda estuda”, disse o pesquisador.

Este artigo foi resumido em 68%

Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 07:36

Fonte: Globo