O Rio de Janeiro inicia neste sábado, 1º de agosto de 2020, uma nova etapa de flexibilização do isolamento social em meio à pandemia de coronavírus. A medida, anunciada pela prefeitura, permite a reabertura gradual de diversos setores da economia, mantendo protocolos sanitários rigorosos. A decisão leva em conta a redução de internações e óbitos por COVID-19 nas últimas semanas, além da taxa de ocupação de leitos de UTI, que se manteve abaixo de 70% nos hospitais públicos e privados da cidade.

Contexto da flexibilização no Rio

Desde o início da pandemia, em março, o Rio adotou medidas de isolamento social fechando comércios, escolas e espaços públicos. Em maio, a prefeitura iniciou a primeira fase de reabertura, com a liberação de serviços essenciais e algumas atividades econômicas. Agora, na fase atual, o município avança para a reabertura de setores de médio risco, como academias, restaurantes e cinemas.

Segundo o decreto municipal, a nova fase é baseada em critérios epidemiológicos, como a queda no número de novos casos e a capacidade de testagem. A prefeitura também reforçou a fiscalização para garantir o cumprimento das regras.

O que muda na prática?

A partir de hoje, estão autorizados a funcionar:

  • Comércios de rua: capacidade máxima de 50%, das 10h às 18h.
  • Shoppings centers: abertura com 50% da capacidade, horário reduzido das 12h às 20h.
  • Restaurantes e bares: podem servir presencialmente até as 22h, mantendo distanciamento de 1,5 m entre mesas e ventilação natural.
  • Academias: aulas individuais ou em grupos de até 6 pessoas, com agendamento prévio e uso obrigatório de máscara durante os exercícios.
  • Atividades culturais: cinemas, teatros e museus podem reabrir com lotação máxima de 30%, com cadeiras marcadas e circulação controlada.
  • Salões de beleza e barbearias: permitidos com agendamento, uso de máscara e higienização constante de utensílios.
  • Parques e praças: abertos para atividades individuais, como caminhada e corrida, com obrigatoriedade de máscara e proibição de aglomerações.

O que continua proibido

Apesar da flexibilização, algumas atividades permanecem suspensas nesta fase:

  • Eventos e festas de qualquer porte, públicos ou privados.
  • Shows e apresentações ao vivo que gerem aglomeração.
  • Praias: o banho de mar continua proibido, mas a areia pode ser usada para caminhadas desde que com máscara.
  • Boates e casas noturnas: seguem fechadas.
  • Piscinas públicas e parques aquáticos.

Regras sanitárias obrigatórias

Todos os estabelecimentos autorizados a funcionar devem adotar as seguintes medidas:

  • Disponibilização de álcool em gel 70% na entrada.
  • Medição de temperatura de clientes e funcionários.
  • Uso obrigatório de máscara cobrindo nariz e boca.
  • Distanciamento mínimo de 1,5 metro entre pessoas.
  • Higienização frequente de superfícies e banheiros.
  • Ventilação natural e portas abertas, sempre que possível.
  • Capacidade máxima reduzida (50% ou 30%, conforme o setor).

O descumprimento das normas pode resultar em multa, interdição do estabelecimento e até prisão do responsável.

Impacto econômico e social

A reabertura gradual busca equilibrar a recuperação econômica com a proteção da saúde pública. Muitos comerciantes e trabalhadores do setor de serviços, que estavam há meses sem faturamento, veem na nova fase uma esperança de retomada. Por outro lado, especialistas em saúde pública alertam que a flexibilização deve ser monitorada de perto para evitar uma segunda onda de contágio.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O uso de máscara é obrigatório dentro das academias?

Sim. Durante toda a atividade, mesmo durante exercícios, o uso de máscara é obrigatório. A academia deve garantir a ventilação e o distanciamento.

Posso ir à praia tomar banho de mar?

Não. O banho de mar continua proibido nesta fase. A orla pode ser usada para caminhadas individuais, mas sem permanecer na areia.

Qual a capacidade máxima em restaurantes?

50% da lotação. As mesas devem ser espaçadas em 1,5 m, e o horário de funcionamento é até as 22h.

Há toque de recolher no Rio?

Não há toque de recolher obrigatório, mas a prefeitura recomenda evitar sair após as 22h, exceto para serviços essenciais.

Como denunciar um estabelecimento que não cumpre as regras?

As denúncias podem ser feitas à Vigilância Sanitária municipal pelo telefone 1746 ou pelo site da prefeitura.

Próximas etapas

A prefeitura informou que a evolução para a próxima fase dependerá dos indicadores de saúde e do cumprimento das regras atuais. Se houver aumento de casos, novas restrições poderão ser adotadas. A expectativa é que, se tudo correr bem, as próximas semanas tragam a liberação de eventos de médio porte e a reabertura total de parques e praias.