Os pesquisadores explicam que o Sars-CoV-2 não uma variação de nenhum sabercovírus encontrado até o momento e a presença de receptores ACE2 humanos, que possibilita que o vírus infecte os seres humanos, é, provavelmente, uma característica ancestral e não algo que foi adquirido recentemente.

Para chegar a essas datas o estudo tentou recriar a árvore genealógica do vírus, utilizando três técnicas diferentes de comparação com outros sabercovírus.

Dessa forma o estudo identificou o vírus RaTG13 como o parente mais próximo do Sars-CoV-2, porém cada técnica aponta uma data provável diferente para a separação.

O artigo explica que os coronavírus são altamente recombinogênicos, ou seja, recombinam partes de RNA, pequenas sub-regiões do material genético, que podem ter origens independentes.

“Os vírus da gripe reagrupam, mas não sofrem recombinação homóloga nos segmentos de RNA, o que significa que as perguntas sobre origens para surtos de influenza sempre podem ser reduzidas às perguntas sobre origens para cada um dos oito segmentos de RNA de influenza”, informa o artigo.

O estudo informa ainda que o vírus que circula em morcegos já possui os receptores para humanos, sugerindo que o vírus possa ter contaminado humanos sem a necessidade de hospedeiro intermediário, mas não exclui a possibilidade de ter os pangolins como intermediários.

" as evidências atuais são consistentes com o fato de o vírus ter evoluído em morcegos, resultando em sarbercovírus de morcego que podem se replicar no trato respiratório superior de ambos: humanos e pangolins.

Este artigo foi resumido em 28%

Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 02:00

Fonte: R7.com