Reginaldo Lima dos Santos, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de matar o menino Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, afogado em lama, responde no Judiciário goiano por tentativa de feminicídio contra a mãe do garoto, Gracilene Almeida da Silva.

Três dias depois de o corpo ser achado, na sexta-feira, Reginaldo e o servente de pedreiro Hian Alves de Oliveira, que morava na mesma rua da vítima, foram presos suspeitos de matar Danilo.

Já Hian, em depoimento, confessou que auxiliou Reginaldo a segurar o menino para ser agredido pelo padrasto na mata e, para isso, receberia uma moto e um carro como pagamento.

“No dia da morte do menino, eu estava trabalhando na obra. O padrasto arrastou o menino lá para dentro [da mata] e machucou ele com um pau. Fui até a beirada da mata para levar o menino, segurando pelo braço. Depois, fui trabalhar e ele ficou com o menino na mata”, detalhou Hian Alves.

O delegado Rilmo Braga, titular da DIH, delegacia responsável pela força-tarefa montada para solucionar o caso, explicou que o padrasto estava insatisfeito com a convivência com o menino e tinha aversão aos dois enteados.

Reginaldo Lima, padrasto do menino, e Hian Alves, colega e suspeito de auxiliar na morte, em Goiânia, Goiás - Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás.

“O padrasto prometeu uma moto e um carro para Hian ajudá-lo. Ele, então, esperou o padrasto e o menino entrarem na mata e, depois, foi ao local para ajudar a segurar a criança, enquanto o padrasto machucava o menino, por pura maldade”, detalhou o investigador.

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Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 05:00

Fonte: Globo