A revista Science Advances publicou um estudo nesta sexta-feira que mostra que países com vacina obrigatória para o bacilo Calmette-Guérin, que protege contra tuberculose, exibiram, em sua maioria, taxas mais baixas de infecção e morte por Covid-19 durante o primeiro mês da pandemia em seus territórios.

O estudo testou se a taxa de crescimento seria significativamente mais lenta nos países que continuaram a exigir a vacinação contra BCG pelo menos até o ano de 2000, em comparação com os países que atualmente não a exigem.

Pesquisas sugerem que o BCG tem efeitos benéficos na imunidade contra uma variedade de infecções relacionadas ao pulmão que vão além da tuberculose, o que o torna o BCG um candidato para prevenção contra a Covid-19.

De acordo com a pesquisa, se a vacina fosse implementada nos Estados Unidos, onde a imunização não obrigatória, cerca de 460 pessoas teriam morrido por Covid-19 no dia 29 de março de 2020 - o que equivale a apenas 19% do total de óbitos constatados naquela data.

Os pesquisadores consideraram a disponibilidade de testes para coronavírus, média de idade dos pacientes, densidade populacional e sua taxa de migração - um critério que forneceria detalhes sobre a disseminação da doença -, que poderiam interferir na quantidade de mortes pela doença.

Os pesquisadores, porém, ressaltam que são necessários mais estudos para comprovar os resultados positivos da vacina BCG no combate Covid-19.

Entre os países que adotaram políticas universais de vacinação obrigatória ao BCG para combater a tuberculose, estão: China, Irlanda, Finlândia e França.

Este artigo foi resumido em 29%

Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 09:49

Fonte: Correiodopovo.com.br