O meia Rodriguinho, um dos reforços do Esporte Clube Bahia para a temporada de 2020, não poupou elogios à estrutura do clube baiano durante sua apresentação oficial. O jogador, que acumula passagens de sucesso por Flamengo, Corinthians e São Paulo, fez questão de destacar o que encontrou em Salvador.

A estrutura aqui é realmente diferenciada entre os clubes brasileiros. Quem chega e vê o dia a dia, o CT, a Arena, o suporte que temos, percebe que o Bahia está em outro patamar em relação à maioria dos times do país.

Rodriguinho afirmou em declaração repercutida pelo UOL Esporte. A fala rapidamente ganhou repercussão entre a torcida tricolor e na imprensa esportiva nacional, gerando debates sobre a realidade dos clubes brasileiros e o abismo de infraestrutura que separa as poucas agremiações que investem pesado em centros de treinamento daquelas que ainda operam com instalações defasadas.

Estrutura de ponta na Cidade Tricolor

O centro de treinamento Cidade Tricolor, localizado em Dias d'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, foi o principal ponto citado por Rodriguinho. O CT baiano é conhecido por ser um dos mais modernos do país, contando com campos de alto padrão, academia equipada, alojamentos confortáveis e um departamento médico de excelência. Inaugurado em 2015, o complexo ocupa uma área de mais de 200 mil metros quadrados e oferece aos atletas uma estrutura que inclui piscina aquecida, sala de fisioterapia, centro de performance esportiva e um refeitório com nutrição personalizada. Para o jogador, a estrutura oferecida é um diferencial competitivo que poucos clubes no Brasil conseguem igualar.

Bagagem para comparar

Com uma carreira construída em grandes centros do futebol brasileiro, Rodriguinho tem propriedade para fazer comparações. "Joguei em clubes de massa, com enormes torcidas e grandes pressões. Mas o conjunto que o Bahia oferece é fora de série. Não é só o campo, é o cuidado com o atleta, a alimentação, o descanso, a logística. Tudo isso faz diferença no dia a dia do profissional", explicou o meia, que vestiu camisas pesadas como as de Flamengo e Corinthians, onde conquistou títulos estaduais e a Copa do Brasil. Sua experiência em centros de treinamento de alto nível, como o Ninho do Urubu e o CT Joaquim Grava, dá lastro à sua opinião. Ao comparar, Rodriguinho destacou que a Cidade Tricolor rivaliza com as melhores estruturas que ele conheceu, o que diz muito sobre o investimento que o Bahia vem fazendo para se posicionar entre os clubes mais organizados do Brasil.

Arena Fonte Nova como trunfo

Além do centro de treinamento, a Arena Fonte Nova foi lembrada por Rodriguinho como um trunfo do clube. Reformada para a Copa do Mundo de 2014, a arena proporciona uma experiência de estádio de primeiro mundo, algo que segundo o jogador potencializa o rendimento do time e encanta os atletas que chegam à capital baiana. "Jogar em um estádio moderno, com gramado impecável, vestiários amplos e uma torcida que empurra faz toda a diferença. A Fonte Nova é uma casa que impõe respeito e que dá orgulho a qualquer profissional", completou o meia.

Expectativas para a temporada

Com a estrutura aprovada, as expectativas em cima do camisa 10 para a temporada 2020 eram altas. A torcida esperava que o meia pudesse organizar o meio-campo e ser o cérebro das jogadas ofensivas. A diretoria, por sua vez, via em Rodriguinho a peça que faltava para o time dar um salto de qualidade no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. O jogador desembarcou em Salvador com a missão de ser o articulador do time, aproveitando sua visão de jogo e capacidade de finalização para agregar ao elenco que já contava com nomes como Clayson e Gilberto.

Reflexo da gestão

A declaração de Rodriguinho também serviu como um reflexo positivo do trabalho de gestão do Esporte Clube Bahia. Investir em infraestrutura é um pilar fundamental da administração do clube, que busca se destacar não apenas dentro de campo, mas também na solidez das suas operações e na capacidade de atrair e reter talentos. Para o torcedor, ouvir um atleta rodado enaltecendo o clube é a validação de que o caminho trilhado pela diretoria está correto e que o Bahia caminha para se consolidar como uma referência em gestão no futebol brasileiro, algo cada vez mais raro em um cenário de crises financeiras e administrativas que assolam tantas agremiações.