O levantamento indicava que os estoques de remédios como propofol, cisatracúrio, besilato, norepinefrina e hemitartarato, todas utilizadas nas Unidades de Terapia Intensiva dos hospitais para os casos mais graves, estavam a poucos dias de acabar em Estados como Acre, Amapá e Roraima.

Contudo, o presidente do Conass, Carlos Eduardo Oliveira Lula, demonstrou nesta sexta-feira que segue preocupado com o abastecimento de remédios usados para a intubação de pacientes e pediu ao Ministério da Saúde que adote medidas estratégicas para evitar o pior.

O ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, garantiu que alternativas estão sendo discutidas, entre elas a aquisição por meio das Opas.Na última semana, Pazuello chegou a afirmar no Paraná que sua pasta ajudaria o Estado em caso de desabastecimento e que, se fosse preciso, se valeria da logística militar para fazer uma entrega emergencial.

O Ministério da Saúde recebeu sucessivos alertas desde maio de que alguns remédios essenciais na sedação e analgesia de doentes graves nas UTIs estavam se esgotando, como informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Um documento do Comitê de Operações de Emergência do Ministério da Saúde também recomendou que se omitisse as informações sobre a escassez de suprimentos médicos e medicamentos, relatou o jornal O Globo.

Em um documento interno, o ministério também passou a dizer que não de sua responsabilidade proporcionar equipamentos de proteção individual, respiradores e leitos de hospital aos Estados e municípios, de acordo com o Estado de S. Paulo.

Em seguida emendou: “Lamento. Lamento as mortes, tá certo? Morre gente todo dia de uma série de causas e a vida. Minha esposa agora tá, depois de quase um mês que peguei o vírus, ela pegou”.

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Originalmente Publicado: 31 de Julho de 2020 às 20:55

Fonte: EL PAÍS