Agora que o demitiram “Da noite para o dia” do trabalho que tinha como estagiário no jornal Correo -como parte das demissões em massa realizadas por diversos meios de comunicação nos últimos meses, entre eles o grupo El Comercio do Peru-, pensar nos dias que virão significa repensar quem deseja ser e como quer viver.

Ninguém sabe qual será o custo real da crise provocada pela paralisação da covid, mas as previsões indicam que os jovens de 18 a 25 anos ficarão com a pior parte.

“A crise está afetando os jovens com maior gravidade e rapidez que qualquer outro grupo. Se não tomarmos medidas imediatas, o legado do vírus poderia nos acompanhar durante décadas”, advertiu o diretor geral da OIT, Guy Ryder.

As consequências do colapso são tão assustadoras para os jovens que mais da metade dos que perderam o emprego tiveram problemas de saúde mental -com episódios de ansiedade e ataques de pânico-, segundo uma pesquisa da OIT. O estudo científico internacional Covid-Stress indica que no México os centennials são o grupo mais estressado pela situação atual, seguidos pelos millennials.

As enormes quantias que os estudantes devem pagar em alguns países da região não correspondem, necessariamente, ao que o mercado pode oferecer.

“As circunstâncias te levam a perguntar se vale pena se matricular, pagar outro semestre ou não.” O pesquisador Pedro Núñez afirma que antes da covid já existia uma preocupação sobre “Para que serve realmente uma graduação universitária”, que agora se intensifica.

A covid, o trauma que marcará os centennials, deixou vestígios nos corpos dos jovens, que falam de “Curar o confinamento” e se perguntam até que ponto isso afetará as relações.

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Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 20:21

Fonte: EL PAÍS