WASHINGTON - “Estamos aqui pra ficar”, assegurou neste sábado Vanessa Pappas, encarregada nos Estados Unidos do popular aplicativo TikTok, depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar que proibiria as atividades no país da empresa de origem chinesa.

A reação ocorre depois de o jornal The New York Times destacar no sábado que a ByteDance, empresa matriz chinesa do TikTok, ofereceu vender o braço americano da companhia como pretende o governo americano, em seu receio por proteger dados reservados.

Outros veículos reportaram que a Microsoft estaria negociando a aquisição do TikTok, um aplicativo de vídeos de entretenimento que tem quase 1 bilhão de usuários no mundo.

Depois de semanas de boatos e pressões, o presidente Trump anunciou na sexta-feira que proibiria a atividade da rede social nos Estados Unidos.

Funcionários públicos e legisladores também têm expressado receio de que o TikTok seja usado como estes fins.

Devemos estar atentos ao risco de que se transfiram dados privados e confidenciais a governos abusivos, inclusive o nosso - alertou neste sábado Jennifer Granick, da poderosa organização de defesa dos direitos civis ACLU, ao se referir ao tema.

No entanto, ela destacou que “Proibir uma plataforma, inclusive se fosse legalmente possível, prejudica a liberdade de expressão on-line e não faz nada para abordar o problema mais amplo da vigilância governamental injustificada”.

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Originalmente Publicado: 1 de Agosto de 2020 às 20:17

Fonte: Globo