O astrônomo que ficou famoso pela série de TV “Cosmos” já havia alertado, em 1967, sobre a possibilidade de que as nuvens do planeta seriam o lar de algum de tipo de ser vivo - mas parece que não demos a devida atenção.

Publicado na revista científica Nature Astronomy, Sagan escreveu que, enquanto as condições da superfície de Vênus tornam a hipótese de vida no planeta implausível, “As nuvens de Vênus são uma história completamente diferente”.

Os resultados de sua pesquisa indicaram que as características de Vênus basicamente impediam qualquer forma de vida.

Dois meses depois, em um artigo também publicado na Nature Astronomy, Sagan afirmou que, ainda assim, já acreditava que poderia existir um tipo de ser capaz de flutuar nas nuvens do planeta.

Quase 50 anos depois, em 2016, a Nasa publicou uma nota dizendo que Vênus pode ter tido um clima habitável e água líquida em sua superfície por 2 bilhões de anos no início de sua existência.

Apesar dos comentários promissores no estudo de Sagan de 1967 sobre a possibilidade de algum tipo de vida em Vênus, muitos cientistas continuaram focando em outros planetas, especialmente Marte.

De acordo com Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e colunista de Tilt, “Nas grandes quantidades em que foi encontrado, o gás pode ser resultado de processos biológicos e, consequentemente, de seres vivos”.

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Originalmente Publicado: 15 de Setembro de 2020 às 11:11

Fonte: Uol.com.br