A Comissão Especial que analisa o primeiro pedido de impeachment na Assembleia Legislativa de Santa Catarina contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, e a vice, Daniela Reinehr, aprovou nesta terça-feira o relatório com pedido de afastamento dos dois.

O pedido aprovado na comissão especial contra Moisés e Reinerh tem como justificativa um possível crime de responsabilidade cometido ao ser dado aumento salarial aos procuradores do estado, por meio de decisão administrativa, com o intuito de equiparar o salário deles aos dos procuradores da Alesc.

Deputados da comissão especial de impeachment durante leitura e aprovação de relatório - Foto: Bruno Collaço / Agência AL. Em nota ao G1, a defesa do governador diz que a aprovação “Mancha” a história da Alesc e que acredita que os deputados, em plenário, arquivem o processo de impeachment.

“A defesa do Governador Moisés compreende que mencionado Relatório viola as Constituições Federal e Estadual, pois desvirtua os fatos narrados na denúncia, menospreza as decisões do Ministério Público Estadual que comprovam a ausência de ato ilegal e desrespeita o voto do povo catarinense, atentando contra a democracia. Mancha-se, assim, a bela e honrada história da ALESC”, diz a nota.

O mais recente processo de impeachment aceito pede o afastamento do governador e da vice em razão da compra dos 200 respiradores artificiais e pela tentativa de contratação de um hospital de campanha em Itajaí, no Vale.

Já o pedido mais recente feito há uma semana e que segue em análise tem como base o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a compra de 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões.

Ele afirmou que uma “Vontade de trocar o governo” está por trás dos dois processos de impeachment contra ele e a vice na Assembleia Legislativa.

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Originalmente Publicado: 15 de Setembro de 2020 às 13:13

Fonte: Globo