Guedes já provou que céticos sobre sua força estavam errados, principalmente no ano passado, quando o debate no Congresso sobre a reforma da Previdência estava no auge e cresceram as especulações de que ele poderia simplesmente deixar o governo.

Bolsonaro e Guedes insistem que não há grande divergência entre eles e que ambos estão empenhados em reduzir o déficit e a dívida orçamentária recorde do Brasil para levar as finanças públicas de volta aos trilhos.

Guedes tem insistido que todos os gastos relacionados pandemia devem encerrar em 31 de dezembro, e não há provisão para qualquer programa de assistência social adicional nas propostas de Orçamento de 2021.

“Acho que Paulo Guedes já perdeu a guerra. A questão se ele continua na frente ou abandona”, disse um parlamentar sênior que trabalhou de perto com Guedes.

Em abril, Guedes se ausentou do lançamento de um programa de investimento em infraestrutura, conhecido como “Pró-Brasil”, que contava com as impressões digitais dos generais do Exército do gabinete de Bolsonaro, não da equipe econômica.

Uma proposta de reforma administrativa anunciada este mês, com medidas para cortar os gastos do setor público e que daria ao presidente novos poderes para definir extinção de cargos e órgãos, também carrega as marcas tanto de Bolsonaro quanto de Guedes.

Eles agora veem o déficit orçamentário do governo, excluindo o pagamento de juros, chegando a 948 bilhões de reais, ou 13,7% do PIB este ano, maior do que as previsões do governo de 866 bilhões, ou 12,1% do PIB. Bolsonaro também pediu recentemente ao Congresso que retirasse o pedido de urgência da reforma tributária encaminhada em julho.

Este artigo foi resumido em 68%

Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2020 às 16:45

Fonte: Investing.com