Com base no desempenho dos estados brasileiros no Ideb dos últimos anos, especialistas destacam quais iniciativas podem ter melhorado o desempenho de estados como Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco.

Por mais que o Brasil não tenha atingido a meta proposta pelo MEC no ensino médio, houve uma evolução no Ideb de 2019 em relação às edições anteriores.

Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas, afirma que a forma de escolher os gestores educacionais pode ter sido decisiva para uma melhora no Ideb de alguns estados.

“Houve um avanço de qualidade, com equidade. Outros estados estão se inspirando no que o Ceará fez - conseguir, mesmo em um cenário de muita pobreza, fazer diferente e em larga escala”, afirma Costin.

Se, desde que foi criado em 2005, o Ideb tem demonstrado bons índices do 1º ao 5º ano, por que este aluno não mantém a aprendizagem e aprovação nos anos seguintes em todos os estados?

Para Patrícia Guedes, gerente de pesquisa e desenvolvimento do Itaú Social, um dos entraves na educação do país a cultura de reprovação, que tende a desestimular o estudante e levá-lo a repetir de ano, o que eleva o risco de abandono de estudos caso esta defasagem fique muito grande.

Ele explica que, como o Ideb um índice calculado sobre médias de aprendizagem e aprovação, a mudança de avaliação não significa universalizar o acesso ao ensino: bastaria investir em um grupo pequeno de estudantes para que estes resultados afete o total.

Este artigo foi resumido em 86%

Originalmente Publicado: 15 de Setembro de 2020 às 18:53

Fonte: Globo