Para o investidor, isso significa que aplicações de renda fixa, como poupança, fundos DI e Tesouro Selic, continuam com o mesmo rendimento nominal que vinham apresentando desde 5 de agosto, data da última redução da Selic.

A inflação projetada pelos economistas para 2020, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, de 1,9%. Para 2021, os mesmos economistas dizem que deve subir para 3%. Assim, o ganho real das aplicações em renda fixa vai ser menor.

Tesouro SelicRendimento bruto: R$ 20.Rendimento líquido: R$ 16,50.Ganho real com inflação de 1,9%: perda de R$ 2,50.Ganho real com inflação de 3%: perda de R$ 13,50.Fundo DIRendimento bruto: R$ 20.Rendimento líquido: R$ 12,35.Ganho real com inflação de 1,9%: perda de R$ 6,65.Ganho real com inflação de 3%: perda de R$ 17,65.Poupança novaRendimento bruto: R$ 14.Rendimento líquido: R$ 14.Ganho real com inflação de 1,9%: perda de R$ 5.Ganho real com inflação de 3%: perda de R$ 16.Em 2021, juros devem empatar com inflação.

Para economistas, a alta do dólar e o consumo represado por causa da pandemia devem pressionar os índices de preços em 2021, reduzindo ainda mais os ganhos reais das aplicações em renda fixa.

Segundo o economista da Órama, por causa dessa inflação em alta, o Banco Central até terá que elevar juros em 2021, mais provavelmente no segundo semestre.

Mas os mesmos gestores de recursos que afirmam ser um desperdício a pessoa deixar todo o dinheiro na renda fixa destacam que o aplicador também não pode mudar radicalmente e colocar tudo na renda variável.

Segundo ele, além da reserva de emergência, a renda fixa também pode funcionar como parte de caixa numa carteira de longo prazo, diz o executivo do BNP, destacando que possível buscar retornos mais elevados em renda fixa aplicando em ativos com prazos mais longos.

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Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2020 às 18:27

Fonte: Uol.com.br