A recessão mundial será menos profunda que o previsto inicialmente em 2020 e a economia global parece estar se recuperando do baque provocado pelo coronavírus mais rápido do que se imaginava há alguns meses, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico em suas novas projeções publicadas nesta quarta-feira.

Por outro lado, a OCDE avalia que o ritmo de recuperação em 2021 será menos intenso do que o estimado anteriormente.

Já para 2021, a projeção de um crescimento de 5%, ante estimativa anterior de alta de 5,2%. Entretanto, uma retomada mais forte do vírus ou medidas mais rigorosas para contê-lo podem cortar 2 a 3 pontos percentuais da projeção para 2021, alertou a OCDE. Para o Brasil, a OCDE passou a projetar uma queda de 6,5% em 2020., ante estimativa anterior de tombo de 7,4%. Para 2021, a projeção de alta de 3,6%. A OCDE destaca, no entanto, que “As perspectivas são muito incertas, porque dependem das hipóteses relativas propagação do vírus e evolução das políticas macroeconômicas”.

A projeção da OCDE para o Brasil mais pessimista que a do mercado brasileiro, que prevê uma queda de 5,11% do PIB do Brasil em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Já para a Argentina e para a África do Sul, a estimativa de tombos de 11,2% e 11,5%, respectivamente.

A OCDE disse que as ações de governos e bancos centrais para sustentar as rendas de famílias e empresas ajudaram a evitar contrações piores e devem portanto ser mantidas.

Por este motivo, a OCDE faz um apelo para que os Estados continuem com o apoio às atividades em 2021, levando em consideração que a “Incerteza continua elevada e a confiança frágil”.

Este artigo foi resumido em 50%

Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2020 às 07:28

Fonte: Globo