O governador João Doria anunciou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2020, que os parques temáticos do Estado de São Paulo poderão reabrir as portas a partir de 23 de setembro. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e estabelece um conjunto de regras sanitárias que os estabelecimentos deverão cumprir rigorosamente para garantir a segurança de visitantes e funcionários. A decisão representa mais uma etapa da flexibilização promovida pelo Plano São Paulo, que busca equilibrar a retomada da economia com o controle da pandemia de COVID-19.

Contexto da Pandemia e o Plano São Paulo

Desde março de 2020, o Estado de São Paulo adotou medidas de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus. O Plano São Paulo, lançado em maio, organizou a retomada das atividades em cinco fases (Vermelha, Laranja, Amarela, Verde e Azul), cada uma com diferentes graus de restrição. Setores considerados essenciais, como saúde e alimentação, seguiram funcionando, enquanto serviços não essenciais, entre eles parques temáticos, permaneceram fechados por meses. Com a melhora gradual dos indicadores – queda no número de casos, redução da taxa de ocupação de leitos de UTI e aumento da testagem – o governo autorizou a reabertura de shoppings, restaurantes, salões de beleza e, finalmente, os parques temáticos.

A autorização para a reabertura a partir de 23 de setembro veio acompanhada de uma série de exigências sanitárias. Os parques precisam assinar um termo de responsabilidade e se comprometer a seguir os protocolos detalhados no decreto estadual. O descumprimento pode gerar multas, interdição e outras sanções legais.

As Novas Regras e Protocolos Sanitários

Para reabrir com segurança, os parques temáticos deverão implementar medidas rigorosas de prevenção. Entre as principais regras estão:

  • Controle de capacidade – o número de visitantes deve ser reduzido conforme a fase do Plano São Paulo em que a região se encontra, garantindo o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre pessoas de grupos diferentes.
  • Uso obrigatório de máscaras – todos os frequentadores e funcionários devem utilizar máscaras de proteção cobrindo boca e nariz durante toda a permanência.
  • Aferição de temperatura – medição na entrada do parque; pessoas com temperatura igual ou superior a 37,5°C não poderão ingressar.
  • Higienização frequente – disponibilização de álcool em gel 70% em todos os setores, limpeza constante de brinquedos, corrimãos, maçanetas e superfícies de alto contato.
  • Controle de filas e fluxo – demarcação no chão para manter o distanciamento, organização de filas únicas e sentido de circulação definido para evitar cruzamento de pessoas.
  • Agendamento online e check-in digital – compra antecipada de ingressos pela internet para evitar filas e contato físico; bilheterias físicas devem operar com barreiras de acrílico.
  • Ventilação e limpeza de ambientes fechados – locais com pouca circulação de ar, como cinemas 4D e espaços internos, devem manter portas abertas ou sistema de renovação de ar.
  • Treinamento de funcionários – equipes passarão por capacitação sobre os novos protocolos, uso correto de EPIs e orientação aos visitantes.
  • Restrições em brinquedos – brinquedos que promovem aglomeração ou contato próximo (como trens, carrinhos e assentos lado a lado) terão ocupação reduzida e higienização após cada uso.
  • Sinalização e comunicação – cartazes informativos sobre as regras espalhados pelo parque, além de avisos sonoros periódicos.

Capacidade e Fases da Flexibilização

A capacidade de público permitida varia de acordo com a fase de cada região no Plano São Paulo. Na fase Amarela, por exemplo, a ocupação máxima é de 40% da capacidade total; na fase Verde, 60%; e na fase Azul, até 80%, desde que mantido o distanciamento. Como a capital e a maioria das regiões do estado se encontravam na fase Amarela no momento do anúncio, os parques deverão operar inicialmente com cerca de 40% da lotação máxima. A progressão para fases mais avançadas depende da evolução dos indicadores epidemiológicos.

Além do limite de visitantes, os parques precisam controlar a entrada em atrações específicas, evitando aglomerações nos brinquedos. Cada atração deve ter sua própria capacidade reduzida e fila organizada.

Impacto no Setor de Turismo e Lazer

A reabertura representa um alívio para o setor de parques temáticos, que enfrentou meses de portas fechadas e perdas significativas de receita. Grandes parques como Hopi Hari, Wet'n'Wild, Playcenter (em fase de reabertura), e diversos complexos no interior e litoral paulista já se preparavam para retomar as operações. A expectativa é que a reabertura gradual ajude a recuperar empregos diretos e indiretos, além de movimentar o turismo regional. Hotéis, restaurantes e serviços de transporte também devem sentir os efeitos positivos.

No entanto, a retomada deve ser lenta e cautelosa. Muitos parques dependem de atrações que naturalmente geram aglomeração, como shows e eventos ao vivo, que continuam proibidos até que haja uma redução mais consistente dos riscos. O setor aposta na confiança dos visitantes nos protocolos adotados e na demanda reprimida por lazer ao ar livre.

Recomendações para Visitantes

Para aproveitar a visita com segurança, o público deve seguir algumas orientações práticas:

  • Compre ingressos online – evite filas e garanta a entrada, já que a capacidade é limitada.
  • Use máscara o tempo todo – mesmo durante a realização dos brinquedos; leve máscaras extras para troca.
  • Leve álcool em gel – embora os parques ofereçam estações, é recomendável ter o seu próprio.
  • Evite horários de pico – prefira dias de semana e horários de menor movimento.
  • Respeite a sinalização e as orientações dos funcionários – mantenha distanciamento, não forme aglomerações e siga o fluxo determinado.
  • Não vá ao parque se estiver com sintomas – ou se pertence ao grupo de risco, a menos que autorizado por médico.
  • Prepare-se para mudanças – atrações podem estar fechadas ou com horários reduzidos; consulte o site do parque antes de ir.

Perguntas Frequentes

A partir de quando os parques temáticos poderão reabrir?
A partir de 23 de setembro de 2020, desde que cumpram todos os requisitos do protocolo sanitário e assinem o termo de responsabilidade junto ao governo.
Todos os parques do estado podem reabrir na mesma data?
Sim, todos os parques temáticos, aquáticos e de diversão localizados em regiões que estejam nas fases Amarela, Verde ou Azul do Plano São Paulo podem reabrir, desde que sigam as regras.
Qual a capacidade máxima de público permitida?
Depende da fase da região: na Amarela, 40%; na Verde, 60%; na Azul, até 80%. O parque deve controlar rigorosamente a ocupação.
É obrigatório usar máscara?
Sim, o uso de máscara é obrigatório para todos os visitantes e funcionários durante toda a permanência no parque, inclusive em brinquedos. Crianças menores de 2 anos estão isentas, mas é recomendável consultar o parque.
Como funcionam os brinquedos com água (parques aquáticos)?
Parques aquáticos também podem reabrir, com regras específicas: distanciamento nas filas, limpeza constante dos toboáguas e piscinas, e uso de máscara nas áreas secas. O uso de máscara dentro da água não é recomendado, mas o distanciamento deve ser mantido.
O que acontece se eu já comprei um ingresso antes da pandemia?
Cada parque tem sua política de remarcação ou reembolso. Recomenda-se entrar em contato com o parque para verificar as opções. Muitos estão estendendo a validade dos ingressos.
Haverá medição de temperatura na entrada?
Sim, a aferição de temperatura é obrigatória. Visitantes com temperatura a partir de 37,5°C não poderão entrar.
Posso comer e beber dentro do parque?
Sim, as praças de alimentação podem funcionar, mas com redução de mesas e distanciamento. O consumo deve ser feito sentado, respeitando o espaçamento. Recomenda-se dar preferência a pagamentos por aproximação.

A medida de reabertura dos parques temáticos é mais um passo na retomada das atividades no Estado de São Paulo. O governo reforça que o sucesso da flexibilização depende da colaboração de todos: empresários, funcionários e visitantes. O cumprimento rigoroso dos protocolos é essencial para que o lazer não se transforme em um foco de contaminação. As autoridades seguem monitorando os indicadores da pandemia e não descartam a possibilidade de retroceder nas fases caso haja piora no cenário epidemiológico.