A Prefeitura de Criciúma, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2020, o 85º óbito de paciente com Covid-19 no município. A vítima, um idoso portador de comorbidades, estava internada em uma unidade de terapia intensiva da cidade. O novo número acendeu um alerta na região sul catarinense, que enfrentava um momento crítico da pandemia do novo coronavírus.

Contexto da pandemia em Criciúma

Em meados de setembro de 2020, Santa Catarina registrava taxas elevadas de transmissão comunitária da Covid-19. Criciúma, maior cidade da região carbonífera e importante polo econômico, sentia forte pressão sobre seu sistema de saúde. O Hospital São José, referência no atendimento aos pacientes infectados, operava com ocupação crescente nos leitos de UTI exclusivos. A marca de 85 óbitos refletia a gravidade do momento e a necessidade de intensificar as medidas de distanciamento social e prevenção.

Medidas adotadas pelo município

Diante do agravamento do cenário epidemiológico, a administração municipal já havia implementado uma série de decretos restritivos. O uso de máscaras era obrigatório em vias públicas, transporte coletivo e estabelecimentos comerciais. Bares e restaurantes funcionavam com capacidade reduzida e horários especiais. Eventos públicos estavam suspensos e a fiscalização foi intensificada para coibir aglomerações, apontadas como um dos principais vetores de propagação do vírus. A prefeitura também reforçou as campanhas de conscientização, orientando a população sobre a importância dos cuidados sanitários.

Perfil das vítimas e pressão hospitalar

O perfil dos óbitos registrados até aquele momento seguia a tendência nacional. A maioria das vítimas era composta por idosos acima de 70 anos e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A Secretaria de Saúde monitorava de perto os casos em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e ampliou a testagem entre grupos vulneráveis. O 85º óbito trouxe à tona a dor das famílias enlutadas e a importância de não relaxar os protocolos de segurança.

Prevenção e cuidados essenciais

Na ausência de vacina contra a Covid-19 — que só começaria a ser aplicada no Brasil em janeiro de 2021 — as medidas não farmacológicas seguiam como a principal ferramenta de proteção individual e coletiva. Especialistas em saúde pública destacavam o distanciamento social, a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, e o uso correto da máscara cobrindo nariz e boca. A população era orientada a buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) aos primeiros sintomas, como febre, tosse seca, cansaço e perda de paladar ou olfato, evitando a automedicação.

Luto coletivo e solidariedade

A marca de 85 vidas perdidas representava um luto profundo para a comunidade criciumense. A prefeitura manifestou solidariedade às famílias das vítimas e manteve a política de transparência na divulgação dos boletins epidemiológicos diários. O município também oferecia suporte psicológico remoto para pacientes e familiares afetados pela pandemia. A união da comunidade em campanhas de apoio aos profissionais de linha de frente foi um dos pontos de esperança em meio à crise sanitária.

Perguntas frequentes sobre a Covid-19 em Criciúma

  • Quantos casos confirmados Criciúma tinha em setembro de 2020? Até aquela data, o município já acumulava milhares de casos confirmados, com um número significativo de pacientes recuperados. Os boletins diários da Secretaria de Saúde detalhavam a evolução dos números.
  • Quais eram os principais sintomas da Covid-19? Os sintomas mais comuns incluíam febre, tosse seca, cansaço, perda de paladar ou olfato, dores no corpo e dor de garganta. Em casos graves, a doença podia evoluir para dificuldade respiratória e pneumonia, exigindo internação hospitalar.
  • Quando a vacinação contra a Covid-19 começou em Santa Catarina? A campanha de vacinação em massa teve início em janeiro de 2021, seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI), com prioridade para profissionais de saúde, idosos institucionalizados e populações indígenas.
  • Como funcionava a testagem na cidade em 2020? A prefeitura realizava testagem em pontos estratégicos, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em sistemas de drive-thru montados em locais de grande circulação. O teste RT-PCR era o padrão para confirmação dos casos.
  • O que fazer em caso de suspeita da doença? Ao apresentar sintomas, a orientação era procurar a UBS de referência para avaliação médica, evitar contato com outras pessoas e redobrar os cuidados de higiene. Casos leves eram orientados a permanecer em isolamento domiciliar.