O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou ao Ministério da Economia que pode ter que interromper aulas em 29 institutos federais por causa de um corte de R$ 1,57 bilhão no orçamento da pasta deste ano.

No caso do MEC, Ribeiro aponta “Risco de imagem” ao governo, pois alguns institutos federais têm retomado atividades, ainda que remotamente, após promessa do governo federal de apoiar estudantes de baixa renda ao fornecer equipamentos e internet.

Ao pedir para barrar o bloqueio do orçamento, a Educação argumenta que já enviou mais de R$ 66 milhões a 40 institutos e escolas técnicas para ações de “Desenvolvimento e modernização” destas instituições.

O maior cancelamento de orçamento seria feito em ações de “Apoio ao desenvolvimento da educação básica”, o que inclui o programa de ensino médio em tempo integral, as escolas cívico-militares e ações em unidades de ensino em todo o País.

Junta orçamentário ainda analisará corte no MEC O pedido de reconsideração de Ribeiro foi enviado Casa Civil no fim de agosto, que encaminhou os ofícios em 11 de setembro Economia.

“Não houve consulta ao MEC sobre os possíveis impactos na execução de suas políticas por ocasião do bloqueio dos créditos. Além disso, não foram considerados os empenhos e as descentralizações de valores em algumas ações, o que resultou na inversão de contas contábeis”, afirma nota técnica da Educação.

No fim de agosto, o governo recuou e desistiu de corte de orçamento no Ibama e no Instituto Chico Mendes, após o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciar que paralisaria ações de combate ao desmatamento na Amazônia e no Pantanal.

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Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2020 às 19:21

Fonte: Terra.com.br