O presidente Jair Bolsonaro se referiu a si mesmo nesta quarta-feira como “Doutor Bolsonaro” em uma cerimônia no Palácio do Planalto na qual exibiu uma caixa de hidroxicloroquina plateia, remédio defendido por ele como forma de tratamento, mas sem comprovação científica da eficácia contra a Covid-19.

Bolsonaro discursou durante a cerimônia de posse do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello, como ministro efetivo da pasta.

Em seguida, disse: “Prezado Davi, como o senhor não procurou o doutor Bolsonaro, você não tomou a cloroquina. Mas, com toda a certeza, você ficou preocupado com o vírus, né?”. Na opinião de Bolsonaro, a administração precoce de cloroquina evitou o agravamento da doença em servidores do Planalto que contraíram o vírus.

“Neste prédio, aqui, aproximadamente, 200 pessoas foram acometidas pelo vírus. Não tive informação de nenhuma que foi sequer hospitalizada, porque, em grande parte, tomaram, não o ‘remédio do Bolsonaro’, mas o remédio que tinham”, acrescentou o presidente, com uma caixa da cloroquina na mão.

Os antecessores dele, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, médicos, deixaram a pasta após divergências com o presidente da República justamente sobre o uso da cloroquina e sobre as medidas de isolamento social.

Ao se dirigir a Pazuello nesta quarta-feira, Bolsonaro afirmou que menos complicado ser presidente da República do que ministro da Saúde”.

O ministro Eduardo Pazuello cumprimentado pelo presidente Jair Bolsonaro ao ser efetivado como titular da Saúde - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2020 às 18:36

Fonte: Globo