O que lhes garante essa posição o fato de serem os responsáveis pela Sintonia do Tomate, o setor do tráfico internacional de drogas do PCC. Primeira organização de tipo mafioso do País, a facção tem sua disposição doleiros para mandar para o Paraguai e Bolívia o dinheiro recebido pelo embarque da droga no porto de Santos - principal centro da operação do grupo.

O que poucos sabem que o PCC entrou no radar da DEA. Os investigadores americanos já detectaram integrantes da facção - “Irmãos batizados” - em Miami, na Flórida, que começaram a operar uma pequena rede de distribuição de cocaína.

Um delegado que trabalhava então na inteligência contou ao Estadão que os três - provavelmente, com o aval de Marcola - usaram aviões do PCC, rotas da facção e obtiveram o direito de comprar droga pelo preço e prazo de pagamento generosos oferecidos ao grupo pelos produtores de cocaína na Bolívia, no Paraguai e no Peru.

Fuminho e André do Rap se esconderam até que conseguiram inverter a acusação e convencer a facção de que Gegê era quem estava roubando o caixa da organização.

Prisão Quando foi para o Dope, em 2019, o delegado Fabio Pinheiro Lopes, o Fábio Caipira, trouxe do Deic a informação, o fio da meada que o levaria ao traficante.

Quando o bandido ligou para que ela estivesse pronta, os policiais deduziram que André estaria na mansão que alugava por R$ 20 mil e o prenderam.

Em um primeiro momento, os investigadores acreditaram que o bandido foi para o Paraguai, mas quem conhece de perto o xadrez da fronteira garante que André do Rap não vai se expor ao risco de permanecer no país vizinho - em um ano, três grandes traficantes do PCC foram presos no Paraguai.

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Originalmente Publicado: 17 de Outubro de 2020 às 07:01

Fonte: Terra.com.br