Com a maioria das cédulas de votação apuradas, o seu Partido Trabalhista, de centro-esquerda, tem 49% dos votos, fazendo com que ela vença o pleito com rara folga na maior vitória da legenda em meio século.

O oposicionista Partido Nacional, de centro-direita, tem 27%. - Posso prometer uma coisa: nós seremos um partido que vai governar para cada um dos neozelandeses - disse Ardern, de 40 anos, em seu discurso de vitória.

O governo de Ardern priorizou a saúde dos cidadãos em detrimento da economia no combate pandemia: em meados de agosto, quando um novo foco do vírus surgiu na Nova Zelândia após mais de três meses sem nenhum caso, a premier confinou a região de Auckland para interromper a cadeia de contágios.

A vitória de Ardern configura o maior apoio que uma sigla conquistou em eleições no país desde 1996, quando o atual sistema de votação proporcional foi implantado.

Políticos do Partido Nacional foram derrotados em redutos que mantinham até agora por jovens adversários trabalhistas, que devem ocupar 64 das 120 cadeiras do Parlamento.

Uma de suas prioridades de campanha foi a criação de empregos - a taxa de desemprego está em torno de 4%. A tarefa esbarra nas fronteiras fechadas desde março por causa da pandemia, uma vez que os trabalhistas prometeram reforçar o sistema de quarentena obrigatória que permite o retorno do exterior apenas de residentes e cidadãos neozelandeses.

Em um dos debates eleitorais, ela admitiu que já havia experimentado maconha “Muito tempo” antes, confissão que reforçou sua imagem de líder honesta e cidadã comum: segundo estudos da NZ Drug Foundation, cerca de 80% dos neozelandeses já experimentaram a droga.

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Originalmente Publicado: 17 de Outubro de 2020 às 08:05

Fonte: Globo