Ao UOL Esporte, o jogador comentou sobre a divulgação da transcrição de conversas suas e trechos da decisão judicial que o levaram a ser condenado por violência sexual de grupo em 2017, em primeira instância, na Itália.

“Olha, eu gostaria de te dar uma entrevista de forma mais ampla e explicar exatamente o que aconteceu. Mas como isso está em segredo de Justiça, não posso falar exatamente. Gostaria muito de falar, mas pode ser que isso me prejudique”, declarou.

Robinho também usou o ‘argumento’ de que uma vítima de abuso sexual não aceitaria deixar o local com os responsáveis pelo crime, como a jovem aceitou.

Nisso, o atleta comentou: “Respeito todas suas perguntas, não tem problema. Também gostaria de te responder com mais clareza, porque não sou mentiroso, sou verdadeiro e não fiz nada de errado, mas tem coisa que do processo, então?”.

“Vocês viram o que eles fizeram com o Bolsonaro antes da eleição? Os ataques que eles fizeram? Falaram que ele era isso e aquilo, que era racista, que era fascista, que era assassino Quanto mais eles batiam no Bolsonaro, mais ele crescia. Estou em paz, de coração, não estou preocupado com eles”, ironizou.

Nas conversas, o jogador admitiu que teve relações sexuais com a vítima e que ela estava “Completamente bêbada” a ponto de “não saber nem o que aconteceu”.

Os outros quatro acusados deixaram a Itália no decorrer da investigação e, por isso, estão sendo processados num procedimento parte, explicou o advogado da vítima, Jacopo Gnocchi, ao ‘GE’. Robinho e Ricardo foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala da participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual - forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”.

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Originalmente Publicado: 17 de Outubro de 2020 às 18:15

Fonte: Uol.com.br