Com 90% dos votos já apurados, as eleições gerais deste sábado na Nova Zelândia deram uma ampla vitória ao Partido Trabalhista, da primeira-ministra Jacinda Ardern, que, com a votação de 49% que recebeu, poderá formar Governo sozinha.

O efeito Ardern permitirá que os trabalhistas ocupem 64 das 120 cadeiras do Parlamento, um marco histórico, já que a primeira vez que um partido obtém maioria absoluta desde que foi instituído no país, em 1996, um sistema eleitoral baseado na representação proporcional, para favorecer os Governos de coalizão.

Em seu discurso diante de milhares de seguidores em Auckland, Ardern prometeu que governará para cada um dos neozelandeses.

“Não foram eleições comuns nem se trata de um momento comum, está repleto de incerteza e ansiedade, e nós representamos o antídoto para tudo isso. Como nação, precisávamos de um plano de recuperação, e foi isso que criamos. Precisávamos de uma resposta sanitária contra a pandemia para manter as pessoas a salvo, e isso que temos feito”.

Nos últimos meses, todas as pesquisas já previam que o trabalhismo conseguiria uma maioria confortável nas eleições, graças popularidade da primeira-ministra e ao seu sucesso na luta contra a covid-19, priorizando a saúde sobre a economia, que entrou em recessão como consequência dessa decisão.

Ardern consegue, com estes resultados eleitorais, o “Mandato mais forte” que vinha pedindo ao eleitorado, depois de um Governo de coalizão com dois partidos de ideologias muito diferentes, o populista Nova Zelândia Primeiro e o Verde.

Embora tenha um estilo muito mais agressivo que Ardern, não conseguiu convencer o eleitorado de que seu plano econômico fosse o mais robusto para a recuperação da economia pós-covid-19.Antes do término da apuração, Collins reconheceu sua derrota e ligou para a primeira-ministra para parabenizá-la pela vitória.

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Originalmente Publicado: 17 de Outubro de 2020 às 11:52

Fonte: EL PAÍS