RIO - Quatorze cidades do Estado do Rio têm denúncias de infiltração de milicianos e traficantes no processo eleitoral.

o que revela um relatório elaborado pelo Disque Denúncia a pedido do GLOBO, com base em ligações recebidas pelo órgão desde o início da campanha, em 27 de setembro, até o último dia 13.

De acordo com o relatório do Disque Denúncia, “Chama atenção a quantidade de denúncias que informam sobre a candidatura dos próprios indivíduos que pertencem aos grupos de milícia. Nestes casos, especificamente, os milicianos utilizam sua influência na comunidade e, através da realização de ameaças, buscam conseguir mais votos”.

Foi justamente na região que 17 pessoas foram mortas num intervalo de 24 horas entre os dias 14 e 15, em duas ações da Força-Tarefa.

Na capital, a maioria das milícias que atuam na cidade tem hoje algum tipo de associação com o tráfico, parceria que vem sendo chamada de “Narcomilícia”, como mostrou ontem O GLOBO. Pelo menos um candidato na Baixada está preso sob a acusação de integrar uma milícia.

Ao longo da investigação do assassinato do jornalista e pré-candidato a vereador Leonardo Soriano Pereira Pinheiro, o Léo Pinheiro, em maio deste ano, a 118ª DP concluiu que um PM tinha apoio de traficantes para eleger sua mulher vereadora.

De acordo com o depoimento de uma testemunha antes de ser morto, Pinheiro recebeu ameaças de traficantes da área que alegaram que “Apenas um pré-candidato poderia atuar no bairro, e o candidato chegado deles seria o Alan Marques”.

Este artigo foi resumido em 78%

Originalmente Publicado: 26 de Outubro de 2020 às 08:51

Fonte: Globo