No texto, o banco virtual diz que a diversidade “Foi sempre, sim, parte da nossa cultura. O equívoco foi achar que ter o valor por si só bastava. O erro foi achar que as coisas vão se resolvendo sozinhas, pela própria comunidade de Nubankers, organicamente, sem esforços contínuos e investimentos da liderança”.

A própria empresa diz que ficou acomodada “Com o progresso que tivemos nos nossos primeiros anos de vida, que se refletia em algumas estatísticas relativas igualdade de gênero e LGBTQIA+, por exemplo, que, repetidas, mascaravam a necessidade urgente de posicionamento ativo também na pauta antirracista. Deixamos de nos questionar. Ignoramos o grande caminho que ainda tínhamos pela frente.”

Segundo a carta, a empresa passou os últimos dias conversando “Com a comunidade negra de Nubankers, com ativistas negros de fora do Nubank e também com nossos clientes. Nessas conversas, vimos o quanto precisamos avançar, dentro e fora de casa, com uma agenda de reparação histórica e de combate ao racismo estrutural.”

Na semana passada, a cofundadora do banco virtual Cristina Junqueira disse no Roda Viva que tem dificuldades de contratar executivos negros para posições de liderança por falta dos requisitos técnicos que julga necessários.

Especialistas em diversidade racial ouvidos pelo GLOBO avaliam que o discurso de Cristina ainda muito comum entre líderes empresariais para justificar a falta de negros em cargos de liderança nas companhias que dirigem, mas não corresponde realidade.

Ficamos acomodados com o progresso que tivemos nos nossos primeiros anos de vida que se refletia em algumas estatísticas relativas igualdade de gênero e LGBTQIA+, por exemplo, que, repetidas, mascaravam a necessidade urgente de posicionamento ativo também na pauta antirracista.

O ID BR confere às empresas que estão neste caminho o Selo “Sim Igualdade Racial” no nível “Compromisso”, e o Nubank já está incluso nesse processo.

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Originalmente Publicado: 25 de Outubro de 2020 às 18:37

Fonte: Globo