Por exemplo, companhia que tem o principal destaque na publicação, o relatório diz que ela acusada de contaminar o rio Cateté, principal fonte de água da Terra Indígena Xikrin.

O relatório afirma ainda que, “Embora negue, a Vale tem centenas de requerimentos para explorar dentro de terras indígenas. Entre os 236 pedidos, destacam-se os que incidem sobre o Território Indígena Trombetas/Mapuera, que está localizado entre Roraima, Amazonas e Pará, com 68 requerimentos; a TI Munduruku, no Pará, com 52 requerimentos; a TI Xikrin do Rio Catete, com 37; a Kayabi, com 35; e a Menkragnoti/Baú, com 26”.

“Desvendar essa rede ajuda a mostrar o quanto problemática a vinculação entre empresas que atuam na Amazônia brasileira com líderes financeiros globais, destacando as más condutas do mundo corporativo e quem contribui para isso”, diz o relatório.

A empresa diz ainda que “Tem cumprido ordem judicial da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e, até o momento, já depositou aproximadamente R$ 130 milhões. A aplicação desse recurso foi definida no Termo de Ajuste de Conduta, entre as associações indígenas e o Ministério Público Federal. A Vale mantém diálogo aberto e contínuo com o Povo Xikrin do Cateté e Kayapó e reforça seu respeito a estas comunidades indígenas”.

Em nota, a Cosan afirmou que “Nunca teve titularidade das terras mencionadas no documento nem qualquer atuação nesses eventos. Os fatos de que tratam o relatório são de mais de 50 anos atrás e já foram resolvidos com a demarcação. As outras empresas do grupo, citadas inadvertidamente no documento, também não possuem nenhuma relação com os episódios. Em relação ao sr. Rubens Ometto Silveira Melo, ele nunca teve qualquer participação na empresa que adquiriu as terras”.

A empresa Potássio do Brasil disse, em nota, que “Recebeu os Direitos Minerários em 2008 e iniciou as pesquisas geológicas na região de Autazes, em conformidade com a legislação vigente e sem que houvesse qualquer restrição nas áreas objeto das autorizações concedidas pelo órgão competente. Em 2012, quatro anos após o início das pesquisas geológicas, a FUNAI delimitou a TI Jauary. Assim que confirmou esse fato, a Potássio do Brasil paralisou as atividades na região que passou a constituir a TI Jauary”.

A empresa disse que “Tem colaborado com a questão indígena local, custeando, como parte do processo que corre na Justiça, o estudo de componente indígena que, poderá, inclusive, ser utilizado pela própria comunidade na defesa de seus interesses junto aos órgãos governamentais competentes”.

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Originalmente Publicado: 27 de Outubro de 2020 às 14:51

Fonte: Uol.com.br