RIO - Em uma gravação feita no começo de setembro, dias antes da oficialização da candidatura de Luiz Lima prefeitura do Rio, o deputado federal disse que não se candidataria para o pleito municipal por ter sofrido ameaças do deputado estadual Alexandre Knoploch, presidente do diretório carioca do partido, e afirmou que passou a usar colete a prova de balas.

A conversa telefônica foi gravada por Misael Santos, ex-aliado de Lima que tem atuação política em Nova Friburgo, na Região Serrana.

Eu tenho certeza de que se eu me lançasse candidato no Rio… o Rio tem sete milhões de habitantes, uma cidade que gosta mais de pessoas do que de partidos.

Na conversa, Lima também classificou como “Precipitado” o movimento de Bolsonaro de romper com o PSL no final de 2019 e disse que Carla Zambelli e Bia Kicis foram “Desrespeitosos” com a legenda durante a ruptura.

Achei muito precipitada a atitude do Bolsonaro de romper com o PSL antes das eleições municipais, porque, quando o prefeito eleito, ele pode mudar de partido a hora que quiser, entendeu?

Procurado, Luiz Lima lamentou o vazamento da conversa que ocorreu dias antes da oficialização de sua candidatura, em 12 de setembro, e disse que a fala sobre Knoploch, hoje seu coordenador de campanha, não traduziu todo o contexto implícito.

“O deputado federal Luiz Lima, candidato Prefeitura do Rio de Janeiro, e o deputado estadual Alexandre Knoploch, presidente municipal do PSL, repudiam a divulgação de uma conversa realizada em tom estritamente privado, e, em um momento em que Luiz Lima está subindo nas pesquisas e com total condição de chegar ao 2º turno. Em respeito aos eleitores e a opinião pública, as duas partes frisam que qualquer desavença política, temporária, faz parte da democracia partidária. Desde 12 de setembro de 2020, data da convenção do partido, existe a convergência de ideias em prol da candidatura de Luiz Lima.”.

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Originalmente Publicado: 27 de Outubro de 2020 às 18:20

Fonte: Globo