Os Estados Unidos se tornaram no sábado, 21 de novembro de 2020, o primeiro país do mundo a ultrapassar 12 milhões de casos confirmados de Covid-19, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins compilado pela matéria do G1. A marca foi atingida em meio a uma forte aceleração da pandemia no país, que registrava média diária de mais de 160 mil novos casos na semana anterior.
O país também se aproximava de 260 mil mortes pela doença, sendo o mais afetado em números absolutos. A situação crítica levou vários estados a implementarem novas restrições, com destaque para a Califórnia, que impôs um toque de recolher noturno, e para o estado de Nova York, que fechou escolas na cidade de Nova York.
A chegada do inverno e as festas de fim de ano acendiam o alerta das autoridades de saúde. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendou que os americanos não viajassem para o feriado de Ação de Graças (Thanksgiving) e limitassem as celebrações a membros do mesmo domicílio.
Enquanto isso, a corrida pela vacina avançava. As farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna anunciavam uma eficácia superior a 90% em suas vacinas de RNA mensageiro, gerando esperança de que a imunização em massa pudesse começar ainda em dezembro para grupos prioritários.
O impacto nos hospitais era sentido em todo o país. Vários estados do Meio-Oeste, como Dakota do Norte e Dakota do Sul, registravam as maiores taxas de hospitalização per capita. Profissionais de saúde relatavam exaustão e falta de leitos de UTI.
Nesse cenário, estados como Texas, Flórida e Califórnia registraram recordes de novos casos. As autoridades locais impuseram restrições à circulação e ao funcionamento de comércios não essenciais. No Texas, o governador Greg Abbott autorizou os condados a fecharem bares e reduzirem a capacidade de restaurantes. Na Flórida, praias e parques foram fechados em alguns municípios.
A Operação Warp Speed, iniciativa do governo federal para acelerar a produção de vacinas, já havia garantido centenas de milhões de doses junto à Pfizer, Moderna e outras farmacêuticas. O plano era iniciar a vacinação ainda em 2020 para profissionais de saúde e residentes de asilos.
Especialistas reforçavam que, mesmo com a perspectiva de vacinas, as medidas de proteção individual continuavam fundamentais para conter a propagação do vírus durante o inverno. O uso de máscaras e o distanciamento social seguiam como principais ferramentas disponíveis.
A testagem em massa ainda era um desafio. Embora o país realizasse milhões de testes por semana, a demanda superava a capacidade em algumas regiões, resultando em atrasos nos resultados e subnotificação. A taxa de positividade permanecia elevada, indicando transmissão comunitária generalizada.
Economicamente, a pandemia continuava a pressionar a economia americana. O desemprego mantinha-se elevado, milhões de americanos dependiam dos auxílios federais. As negociações para um novo pacote de estímulo fiscal estavam paralisadas no Congresso, gerando incertezas para famílias e pequenas empresas.
A marca de 12 milhões de casos representava cerca de 20% de todos os casos de Covid-19 registrados no mundo, que na época se aproximavam de 60 milhões. O Brasil, com cerca de 6 milhões de casos, era o terceiro país mais afetado, atrás dos EUA e da Índia.
Com a transição presidencial em andamento, o presidente eleito Joe Biden criticou a falta de coordenação federal no combate à pandemia e prometeu um plano nacional de testagem, distribuição de equipamentos e vacinação. Já o presidente Donald Trump, que ainda não reconhecia a derrota, mantinha-se praticamente sem aparições públicas sobre o tema.
A superação da marca de 12 milhões de infecções nos EUA evidenciou a gravidade da pandemia no país, que continuava a registrar recordes diários de casos. A chegada das vacinas no horizonte trazia alívio, mas os especialistas alertavam que o pior ainda poderia estar por vir com as festas de fim de ano.
Pontos-chave
- EUA ultrapassam 12 milhões de casos de Covid-19 em 21 de novembro de 2020.
- País também se aproximava de 260 mil mortes pela doença.
- Novas restrições foram adotadas em estados como Califórnia e Nova York.
- Vacinas da Pfizer e Moderna mostraram mais de 90% de eficácia.
- EUA representavam cerca de 20% dos casos mundiais na data.
- Transição presidencial gerava incertezas sobre a resposta nacional.
Perguntas frequentes
Quantos casos de Covid-19 os EUA tinham em 21 de novembro de 2020?
Mais de 12 milhões de casos confirmados, conforme a Universidade Johns Hopkins.
Qual era o número de mortes nos EUA naquela data?
O país se aproximava de 260 mil mortes pela doença.
Quais medidas estavam sendo tomadas para conter a pandemia?
Vários estados impuseram toques de recolher, restrições a aglomerações e uso obrigatório de máscaras.
Quando a vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicada nos EUA?
As primeiras vacinas foram autorizadas para uso emergencial em dezembro de 2020, com a vacinação começando em meados de dezembro para profissionais de saúde e idosos.
Qual a fonte da informação?
A matéria original foi publicada pelo G1, com dados da Universidade Johns Hopkins.