O vice-presidente Hamilton Mourão ganhou protagonismo na sexta-feira no noticiário sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas, agredido com crueldade por dois seguranças de uma loja do Carrefour.

Questionado se o espancamento covarde representava um caso de racismo, Mourão afirmou: “Digo com toda a tranquilidade: não existe racismo no Brasil. uma coisa que querem importar, mas aqui não existe.”

“General, o senhor tem certeza de que não existe racismo? Como que a gente explica que metade dos brasileiros são negros e pardos, mas aí a gente vai olhar a população carcerária e dois em cada três presos são negros. Não tem racismo, general?”.

No site do telejornal, como escrevi, o título do vídeo que destacou a fala do vice-presidente foi: “Mourão afirma, erroneamente, que não existe racismo no Brasil”.

Silvio Santos, dono do SBT, gosta de argumentar que, por ser uma concessão pública, o seu canal não deve questionar o governo, qualquer governo.

Em abril, ao negar que tenha sugerido ao presidente Bolsonaro o nome de um médico para o lugar de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, Silvio disse: “A minha concessão de televisão pertence ao governo federal e eu jamais me colocaria contra qualquer decisão do meu ‘patrão’, que o dono da minha concessão. Nunca acreditei que um empregado ficasse contra o dono, ou ele aceita a opinião do chefe, ou então arranja outro emprego”.

O dono da emissora respondeu de primeira: “Não, eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz. Foi para ler as notícias no teleprompter, não dar a sua opinião. Você foi contratada para ler notícias, não foi contratada para dar a sua opinião. Se você quiser fazer política, compra uma estação de televisão e vai fazer por sua conta”.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 14:54

Fonte: Uol.com.br