Na última semana, duas vacinas contra a Covid-19 - Pfizer e Moderna - divulgaram resultados positivos e uma eficácia de mais de 90% em estudos de fase 3., a última fase antes do pedido de registro junto às reguladoras.

A eficácia - porcentagem de pessoas que de fato entrou em contato com o vírus após a vacinação e não se infectou - ainda não foi comprovada para a CoronaVac.

A vacina ChAdOx1, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, foi o primeiro acordo firmado pelo Brasil e apresentada pelo Ministério da Saúde como a escolha inicial para o Sistema Único de Saúde.

Os estudos foram pausados duas vezes: uma em setembro, quando um participante desenvolveu uma forma de inflamação chamada mielite transversa; outra em outubro, com a morte de um voluntário brasileiro que participava dos testes.

Instituto de Pesquisa Gamaleya/Sputnik V. Em 11 de novembro, o governo russo divulgou os resultados preliminares da fase 3 da vacina Sputnik V, a primeira a apresentar os dados de eficácia e ter registro para aplicação no mundo, mas sem a publicação em revistas e revisão dos dados por outros cientistas.

A mRNA-1273, da Moderna, também publicou os resultados da última etapa e apresentou uma eficácia de 94,5%. As vacinas da Moderna e da Pfizer são do tipo mRNA, usam uma parte do material genético viral para “Enganar” o corpo humano e ele já desenvolver um sistema de defesa para o vírus.

Há um desafio, no entanto: os países terão que criar uma estrutura para transporte e armazenamento a -70ºC. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 06:00

Fonte: Globo