O protesto ocorreu após João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro de 40 anos, ser espancado e morto por dois seguranças numa unidade da rede de supermercados em Porto Alegre, na quinta-feira.

No momento em que os integrantes do ato saíram do estacionamento do supermercado, policiais militares detiveram uma mulher que discursou ao microfone.

Integrantes de movimentos negros participaram de ato contra rede de supermercados, no Recife - Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press.

“Essa uma luta permanente, não apenas com o caso de Beto. A gente tem cotidianamente jovens negros sendo assassinados pela polícia. A gente tem a morte do menino Miguel aqui no Recife. A morte de João Alberto nos mobiliza, sim, porque cada vida negra perdida importa, mas os nossos protestos também trazem esse contexto mais amplo de violência contra a população negra no Brasil”, disse Mônica Oliveira, integrante da Articulação Negra de Pernambuco.

O Carrefour informou, em nota, que lamenta profundamente o caso, que iniciou rigorosa apuração interna e tomou providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

A rede, que atribuiu a agressão aos seguranças, também chamou o ato de criminoso e anunciou o rompimento do contrato com a empresa que responde pelos funcionários agressores.

Copro de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava em supermercado no Recife foi coberto com guarda-sóis e isolado por caixas e tapumes improvisados - Foto: Renato Barbosa/WhatsApp.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 13:23

Fonte: Globo