Ele lamentou a morte de João Alberto Silveira Freitas, agredido por dois seguranças em uma unidade do supermercado em Porto Alegre, na noite da última quinta-feira.

“O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou. Antes de tudo, meus sentimentos família de João Alberto. E meu pedido de desculpas aos nossos clientes, sociedade e a nossos colaboradores”, disse Noel.

“Se uma crise como essa está acontecendo conosco porque temos a responsabilidade de mudar isso na sociedade. A morte de João Alberto não pode passar em vão”, acrescentou.

O vídeo também contou com a presença de João Senise, vice-presidente de Recursos Humanos da companhia, que afirmou que mais da metade dos funcionários do Carrefour Brasil são negros ou negras, mas avaliou que mais ações de diversidade são necessárias.

“O que aconteceu em nossa loja não representa quem somos e nem os nossos valores. 57% dos nossos funcionários são negros e negras. E mais de um terço dos gestores se declaram pretos ou pardos. Mas não o bastante. Precisamos de mais ações concretas e efetivas para maior promoção da diversidade”, disse.

Imagens do circuito interno de segurança do Carrefour de Porto Alegre mostram os últimos momentos de João Freitas, de 40 anos, antes de ser morto.

Em entrevista ao UOL ontem, a esposa dele, Milena Borges Alves, de 43 anos, disse que ele havia brincado com uma segurança, que se sentiu ofendida e chamou os colegas, que passaram a segui-lo.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 22:29

Fonte: Uol.com.br