RIO e BRASÍLIA - Sem citar a morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos espancado e asfixiado quinta-feira, numa unidade do Carrefour em Porto Alegre, o presidente Jair Bolsonaro disse na reunião da cúpula do G-20, realizada por videoconferência neste sábado, que tensões raciais são alheias História do Brasil e que há um movimento político para “Destruir” a diversidade e dividir os brasileiros.

Ao G-20, Bolsonaro disse ainda que, “Como homem e como presidente”, enxerga todos os brasileiros com as cores “Verde e amarelo” e que “não existe uma cor de pele melhor do que as outras”.

Nas redes sociais, Bolsonaro escreveu: “Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, problemas esses muito mais complexos e que vão além de questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrupção moral, política e econômica. Os que negam este fato ajudam a perpetuá-lo.”

Esse foi um modelo criado nos anos 1930 e muito estimulado durante a ditadura militar, que produziu muita cegueira cultural, política e social, pois impediu aos brasileiros que reconhecessem como o racismo faz parte e está imiscuído de forma complexa nas nossas relações estruturais e institucionais - disse a antropóloga.

“Sei que o racismo e o preconceito sobre negros forte em nossa cultura. Cabe a todos lutar contra eles. Especialmente aos líderes e aos que conhecem nossa realidade. Basta!”.

Alessandro Molon, deputado federal, fez uma crítica a quem nega a existência do racismo e afirmou que isso que Bolsonaro faz".

Por sua vez, Thiago Amparo, professor de Direito Internacional e Direitos Humanos na FGV Direito SP, diz que as afirmações “são próprias de quem vive em uma realidade paralela e louva a ignorância”.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 21:53

Fonte: Globo