A Polícia Civil do Rio Grande do Sul trabalha em diversas frentes para tentar esclarecer todas as circunstâncias que geraram o assassinato brutal de João Alberto Silveira Freitas por dois seguranças na noite de quinta-feira, em unidade do Carrefour de Porto Alegre.

“Jamais se justificaria qualquer tipo de desentendimento, seja ele qual for, para que levasse a efeito tamanha violência como a que ocorreu durante está ação, desses seguranças, nesse supermercado”, diz a delegada Roberta Bertoldo.

“Buscamos, então, imagens de câmeras de segurança no sentido de esclarecer melhor onde esta a verdade real desses fatos. Mas o que importa nesse momento avaliar a conduta desses dois indivíduos que agiram de uma forma extremamente exacerbada em relação a contenção desse cliente”, afirma a delegada.

A polícia analisa imagens para tentar identificar outras pessoas na cena, para esclarecer o que de fato motivou o desentendimento e saber se houve omissão de socorro no caso.

Já o advogado David Leal, que assumiu a defesa de Giovane, afirma que seu cliente relatou que João Alberto “Estava alterado” e “Deu um encontrão em uma senhora” no supermercado.

O presidente global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, se pronunciou dizendo que a morte de João Alberto Silveira Freitas foi um “Ato horrível” e que repudia a intolerância.

Em nota, a empresa falou que foi o dia mais triste de sua história, que vai doar os resultados de vendas desse dia para entidades de combate ao racismo.

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Originalmente Publicado: 21 de Novembro de 2020 às 22:41

Fonte: Globo