Como uma entusiasta jogadora de badminton, a ugandense Catherine Nakalembe queria estudar ciências do esporte na universidade, mas o fracasso em obter as notas exigidas para um subsídio do governo a colocou no caminho que a levou Nasa.

“Por meio de um tradutor, disse ao fazendeiro que quando olho os dados, vejo apenas o verde. Eu imprimi uma foto, que mostrei a ele. Ele então foi capaz de entender que… preciso visitar a fazenda fisicamente para fazer essas distinções”, disse a pesquisadora BBC. Dr. Nakalembe fala a fazendeiros sobre como usar um aplicativo para enviar informações sobre as plantações - Foto: Catherine Nakalembe via BBC. Ela uma mulher de fala mansa e um comportamento radiante.

Nakalembe trabalha com as autoridades locais para ajudar a melhorar as políticas agrícolas - Foto: Catherine Nakalembe via BBC. Usando informações coletadas no local por pesquisadores ou enviadas pelos próprios agricultores, ela pode distinguir entre os tipos de cultura e criar um mapa que mostra se as fazendas estão prosperando.

Também uma evidência de que os governos podem usar os dados para planejar uma resposta a desastres em caso de perda de safra ou inundações repentinas e salvar as comunidades da fome.

As primeiras pesquisas de Nakalembe permitiram que 84 mil pessoas em Karamoja evitassem os piores efeitos de um clima altamente variável e da falta de chuvas.

Os 5.500 xelins de Uganda por dia são uma corda de resgate para as famílias em uma região que tem apenas uma temporada de colheita por ano.

A cientista da Nasa, que agora viaja pela África treinando departamentos do governo sobre como desenvolver programas de segurança alimentar, foi para a Universidade Johns Hopkins para um mestrado em geografia e engenharia ambienta.

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Originalmente Publicado: 2 de Janeiro de 2021 às 20:00

Fonte: Globo