SÃO PAULO E RIO - A vacinação em massa para eliminar a ameaça do novo coronavírus e a retomada da agenda de reformas e privatizações serão determinantes para a recuperação da economia brasileira em 2021 após o baque provocado pela pandemia no ano passado.

Estimativas apontam queda do Produto Interno Bruto em 2020 de mais de 4%. Embora tenha saído da recessão técnica com o avanço de 7,7% no terceiro trimestre ante o anterior, a economia brasileira ainda não recuperou tudo o que perdeu para a Covid-19, sem falar no valor incalculável de quase 200 mil vidas.

Para os líderes corporativos, só um horizonte mais nítido em relação estratégia econômica da segunda metade do governo de Jair Bolsonaro pode reduzir a incerteza que trava investimentos e a atração de capital estrangeiro, dificultando a geração de postos de trabalho.

Sócia e fundadora da G2 Capital, uma butique de investimentos com mais de 40 start-ups em seu portfólio, Camila Farani acredita que a recuperação da economia seguirá lenta no primeiro semestre deste ano até que o governo consiga implementar um plano de vacinação capaz de dar maior segurança ao ambiente de negócios.

Uma estratégia de desenvolvimento e as reformas administrativa e tributária são essenciais para alavancar os investimentos no país e permitir o crescimento da economia após as perdas provocadas pela pandemia, avalia o presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva.

O presidente e fundador da Mondial, Giovanni Marins Cardoso, avalia que a vacinação em massa trará de volta a confiança das pessoas, o que será positivo para a economia, mas acredita que só uma sinalização do governo sobre o controle das contas públicas pavimenta um caminho de maior estabilidade para o futuro.

A Mondial vai ampliar a produção e entrar no mercado de tevês, microondas e ar condicionado em 2021 a partir da recente aquisição da fábrica da Sony em Manaus para ampliar a produção na Zona Franca.

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Originalmente Publicado: 3 de Janeiro de 2021 às 05:30

Fonte: Globo