Quem também está participando da corrida pela vacina contra o novo coronavírus o laboratório indiano Bharat Biotech, com o imunizante Covaxin, e a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas já está de olho na substância.

“A gente já vem buscando saídas para o mercado privado e surgiu a possibilidade dessa vacina indiana, que muito promissora. Como o mercado todo já estava comprometido com as demandas do governo - corretamente, porque eu acho que tem que ser prioridade -, a gente tentou uma saída alternativa”, indica Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC, ao G1. Bharat Biotech, laboratório indiano responsável pela substância em negociação.

“Estamos tomando todos os cuidados para ultrapassar todas as barreiras sanitárias que são obrigatórias. Então, a gente não quer criar uma expectativa muito grande, mas, sim, teremos vacina para o mercado privado de acordo com as perspectivas”, salienta o presidente.

Apesar de dados sobre a Covaxin estarem há cerca de 40 dias em processo de submissão continuada na Anvisa, a agência esclareceu não haver coisa alguma em trâmite, pois os documentos protocolados teriam sido equivocados e não resultaram em análise.

Ainda assim, ressalta a instituição, está disposição para prestar esclarecimentos a representantes da empresa no Brasil e em contato com a autoridade sanitária da Índia.

O Ministério da Saúde, por sua vez, orienta, no caso de eventual aprovação, a necessidade de rastreabilidade efetiva e o respeito a grupos prioritários propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems.

“Importante considerar a complexidade de uma vacina e a necessidade do acompanhamento rigoroso, bem como das responsabilidades sanitárias de uma empresa ao disponibilizar um produto biológico para a população brasileira”, declara a Anvisa.

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Originalmente Publicado: 4 de Janeiro de 2021 às 11:58

Fonte: Tecmundo.com.br