O lateral-direito Marcinho, de 24 anos, ex-jogador do Botafogo, admitiu nesta segunda-feira Polícia Civil do Rio de Janeiro que dirigia o carro que atropelou um casal, na noite de 30 de dezembro, e fugiu sem prestar socorro.

Segundo o delegado Alan Luxardo, responsável pela investigação, eles disseram que o carro trafegava a 60 km/h, negaram que Marcinho estivesse alcoolizado e afirmaram que ele fugiu por medo de ser agredido.

Alexandre morreu no local e Maria, que tem 66 anos, foi encaminhada em estado grave ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

“Marcinho alegou que estava dirigindo em velocidade normal, isso vai ser comprovado com a perícia. E que o casal entrou na frente dele de forma repentina. Nós vamos atrás de testemunhas, que já estão identificadas, para verificar essa versão”, disse o delegado após os depoimentos.

“Foi um acidente, foi inevitável. O casal atravessou fora da faixa de pedestres. Estava escuro, a praia estava cheia, ele não conseguiu frear a tempo. Ele ficou muito assustado na hora, com vidro nos olhos, e ficou com medo de ser linchado porque as pessoas estavam se juntando no local”, afirmou o advogado Gabriel Habib, que representa o atleta.

“O Márcio uma pessoa pública, recebe ameaças pela torcida do Botafogo já há algum tempo. Tem lugar que ele nem frequenta por causa disso. Mas ele está muito preocupado com a assistência família. Tudo que ele pode fazer pela família ele está fazendo”, completou.

O advogado das vítimas, Márcio Albuquerque, nega que o atleta esteja prestando auxílio família: “A gente acompanhou o depoimento do jogador, ele passou a versão dele do caso. O doutor Allan vai ouvir outras testemunhas, ainda tem a questão da perícia. Então vamos aguardar. O advogado deles disse que estão prestando auxílio, e isso não verdade. Até agora nenhum auxílio foi prestado. Vamos aguardar, as pessoas têm que responder pelos seus atos”, afirmou.

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Originalmente Publicado: 4 de Janeiro de 2021 às 17:04

Fonte: Google News